Time Coletaneas
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

SARAU DE FIM DE ANO DA APLETRAS

TEXTO DA MALU REMEMORANDO OS TÍTULOS PUBLICADOS NA COLETÂNEA 2013

Escola Esperança

Escola Esperança, na cidade florida, que fica na boca da barraaos pés da Santa Cruz, bem ao lado da casa da Anita e da Inês, tem um alpendre que parece um conto de fadas.
Este é o meu ponto de vista. Lá você pode tomar o café da tarde com Susana e as três Marias amáveis e toda turma da melhor idade. Que vivem conversando sobreas heranças da vida e também curiosidades.
Um perfume de jasmim exala doce magia, mas cuidado...tem muita mosca tosca que sai em perseguição de menina de trança e também de menino levado e não respeita nem estudanta, nem presidenta .
Quantas pessoas por ali passam? Buscando o quê?
Escolhas de caminhosFelicidade? Plenitude?Ou como conquistar umabicicleta?
O que realmente aprendem nesta escola? Quais os ofícios e artifícios?
Nuances vivenciais I, Nuances vivenciais II, Nuances vivenciais III Nuances vivenciais IV.
À noite, vozes na rua chegam do bar noturno “Estrela da Arcádia” que fica em frente. Dentro, um cartaz muito engraçado diz: “ Yes, nós temos cadeiras e servimos marmitadeliciosa”.
Tem um frequentador assíduo, O tagarela, que declama haicai e poema mascarado e adora fazer seresta à Academia Peruibense que vive semeando flores. Uns acham que tudo isso é programa de índio, pra mim é sempre dia de rei, mesmo que esteja umtemporal ou uma chuvavia.
E se você perdeu, não se preocupe, vai passar na TV. Atrás, mais ao longe, dá pra ver a  favela Halloween City, um verdadeiro Big-bang sobrenatural, onde a tristeza e a paz do encanto de um canto, incompatíveis com este destino agourento, sempre saem em fuga a procura da essência do ser. Dizem que os primeiros acadêmicos que fundaram essa escola,vieram de lá.
Viajandono trem da vida, faço uma retrospectiva, como um sonhador buscando o amor verdadeiro, sem traição, sem cicatrix, sem ilusão.
E em minha fantasia, me pergunto:
Quem sou?- e escuto o grito da gaivota feliz que diz:
Olhe!Não somos vítimas do mundo, largue da saia da mãe, ainda não é hora de usar seu vestido amarelotemos tempo. E sob o céu de Seleneno silêncio de umasimples prece, antes de dormir, o meu maior presente é apenas amor.


Malu

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

OS MELHORES CONTOS E POEMAS DE 2013 DA CBJE


Amigos acadêmicos e leitores deste blog:


Dia 15 de dezembro de 2013, a Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE, Rio de Janeiro - RJ) fará o lançamento de dois livros: "Panorama literário brasileiro - os melhores contos de 2013" e "Panorama literário brasileiro - as melhores poesias de 2013". Os contos e poemas foram selecionados, este ano, pela Litteraria Academiae Lima Barreto (Rio de Janeiro - RJ), em colaboração com a CBJE. Dentre os contos selecionados está "Madrugada gelada" e dentre os poemas está "Democracia da chuva", ambos de minha autoria. Para ler o conto ou o poema basta clicar sobre o título escolhido.

sábado, 23 de novembro de 2013

A FESTA DO 9o. ANIVERSÁRIO DA ACADEMIA




DORA, POR QUE VOCÊ NÃO FOI?

Resposta da Dora:

“Meus queridos amigos,

Quero me desculpar por, com a minha ausência, ter estragado a sua festa  de aniversário da APL.  Sei que a minha presença era indispensável para o brilho e a alegria da comemoração, mas vou tentar explicar a vocês o motivo de tão lamentável falta, provocando consequências tão desastrosas para vocês.
Eu  havia me produzido toda, ido ao cabeleireiro, manicure, posto o meu pretinho básico (conforme recomendado pela Eugenia), escolhido os melhores acessórios, sem ter esquecido a medalha e o pin.  Como estivesse ansiosa à espera da festa, quando finalmente me considerei pronta, vi que tinha me adiantado e que ainda era muito cedo para sair.  Então resolvi sentar-me confortavelmente no meu cantinho de leitura e saborear nosso livro, embalada pela chuva.

Deliciei-me com os textos do nosso maravilhoso livro: 

A declaração de amor da Elizabeth Watanabe a Itanhaém.
Sentimentos fluindo em dutos na chuvavia  do Henrique.
Concordei com Pedromar que feitos imaginados nos fazem tão felizes como se reais fossem.
E o Luiz Claudio, tão apaixonado! Lindo!
A Lina tem razão: a Natureza é inspiradora de poesia.
E a Malu, como boa bruxinha, é a única que entende a linguagem dos animais.
E a sempre deliciosa e intrigante conversa entre o escritor e seus personagens, da Scheila?
Você, Maria, tem razão, deveriam existir muito mais pessoas que espalham felicidade por onde andam, e felizes somos nós que as encontramos.
Fiquei feliz pela Vera, pela rica herança recebida da mãe.
Achei a poesia da Thereza muito linda e acertada, com exceção de um detalhe:  para se fazer um bom verso não é preciso fortuna, como bem provam os inúmeros ótimos versos que ela já fez.
Quanto a “A MARMITA” da Ecilla, conseguiu dois notáveis efeitos:  divertir os leitores e ensinar ao narrador nunca mais levar feijão – pelo menos com caldo – na marmita.
Tem razão a Carmen Lúcia, trilhar o caminho do aprimoramento, que afinal é o sentido da vida.
A Susana do Jorge me fez derramar uma lágrima de saudade da minha Josephine.
E que maravilhosa encrenca a Eugenia arrumou quando acordou naquele dia e quis fundar a Academia!
A sábia Martha soube escolher o seu caminho!
Me emocionei revendo a saia da mãe da Christa, apesar de ter achado falta do seu remate.
Espero que  Marcos, em sua busca, encontre a plenitude e deixe a tristeza pra trás.
Tomara houvesse mais sonhadores como o da Esther.
Adorei a surpreendente tagarelice do Edwaldo.
Parece que a traição sofrida pela personagem da Walkiria está se tornando cada vez mais comum!

Fiquei tão entretida com a leitura que me esqueci do tempo passando, e quando terminei e voltei à Terra, constatei  que já era uma hora da manhã! Fiquei desesperada, não acreditei, conferi em todos os relógios da casa, e finalmente tive de me conformar que realmente  havia perdido a hora!  Mas, teimosa, resolvi ir assim mesmo, pensando que certamente vocês ainda estavam lá me esperando.  Saí de fininho, pra não acordar o marido, que naturalmente já dormia a sono solto havia horas.  Mas qual não foi a minha decepção quando cheguei e vi tudo escuro, fechado e deserto.
  
Agora a sério:  prometo que ano que vem compareço sem falta à festa de comemoração do 10º aniversário da nossa querida APLetras.  Isso se eu ainda estiver por aqui;  se não, vou estar com vocês em pensamento e sentimento, como estive este ano”.

Dora

terça-feira, 5 de novembro de 2013

HOMENAGEM: ESCRITORA DO MÊS DE NOVEMBRO

RACHEL DE QUEIROZ

(*Fortaleza, CE, 17 de novembro de 1910 / +Rio de Janeiro, 4 de novembro de 2003)

Poema “Telha de vidro”

Quando a moça da cidade chegou
veio morar na fazenda,
na casa velha...
Tão velha!
Quem fez aquela casa foi o bisavô...
Deram-lhe para dormir a camarinha,
uma alcova sem luzes, tão escura!
mergulhada na tristura
de sua treva e de sua única portinha...

A moça não disse nada,
mas mandou buscar na cidade
uma telha de vidro...
Queria que ficasse iluminada
sua camarinha sem claridade...
Agora,
o quarto onde ela mora
é o quarto mais alegre da fazenda,
tão claro que, ao meio dia, aparece uma
renda de arabesco de sol nos ladrilhos
vermelhos,
que — coitados — tão velhos
só hoje é que conhecem a luz do dia...
A luz branca e fria
também se mete às vezes pelo clarão
da telha milagrosa...
Ou alguma estrela audaciosa
careteia
no espelho onde a moça se penteia.
Que linda camarinha! Era tão feia!
— Você me disse um dia
que sua vida era toda escuridão
cinzenta,
fria,
sem um luar, sem um clarão...
Por que você não experimenta?
A moça foi tão bem sucedida...
Ponha uma telha de vidro em sua vida!
Rachel de Queiroz


Rachel de Queiroz foi a primeira mulher a entrar na academia brasileira de Letras

"[...] tento, com a maior insistência, embora com tão
precário resultado (como se tornou evidente), incorporar
a linguagem que falo e escuto no meu ambiente nativo à
língua com que ganho a vida nas folhas impressas.  Não
que o faça por novidade, apenas por necessidade. 
Meu parente José de Alencar quase um século atrás vivia
brigando por isso e fez escola."
(Enviado pela acadêmica Malu Freitas)

domingo, 20 de outubro de 2013

PRIMEIRO FESTIVAL LITERÁRIO DE IGUAPE

No dia 18 de outubro, segundo dia do Primeiro Festival Literário da linda cidade de Iguape - SP, esteve presente a nossa acadêmica Ecilla que participou daquele evento dando uma palestra sobre a história da literatura para o público do ensino fundamental e ensino médio presente. Ela foi muito aplaudida e mais uma vez representou com brilho a Academia Peruibense de Letras. Parabéns Ecilla! Parabéns a Iguape por esta iniciativa.

A acadêmica Ecilla em Iguape, ao lado do banner do evento


sábado, 19 de outubro de 2013

ANIVERSÁRIO DA ACADÊMICA ESTHER FELICIDADE



Nasci estrela

(Homenagem da acadêmica Malu à aniversariante)

Nasci estrela,
Essa sempre foi minha vocação.
Como não ser, com este nome?
Esther, estrela,
nome hebraico de origem persa,
nome de mulher heroína,
Que seduz um grande rei,
Para salvar um povo!
E ainda por cima,
Deus colocou a cor do céu em meus olhos
Só faltou ele dizer:
-Esther, sua missão é brilhar!

Nasci estrela
Com sobrenome “Felicidade”
Quanta responsabilidade!
Desde menina,
Sempre gostei de fazer rima
Com certeza, meu coração já sabia,
Que minha alma era de poetisa!


Nasci estrela
Estrela matutina, estrela vespertina,
Vênus, a deusa da arte, do amor e da beleza,
É o planeta que rege minha vida.

Nasci Esther,
Nasci estrela,
Estrela imortal.

Malu

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A NOVA CARA DO BLOG DA APLetras

O visual do blog da APLetras estava um pouco insípido eu diria.

Lá no topo, um solitário escudo que parecia flutuar no vazio. No plano de fundo uma alvura ofuscante.

Para que o blog fique mais atrativo, além de fácil de usar ele deve ter um visual atrativo, é claro. Bem, o que vocês veem agora é uma tentativa de apresentar melhor o nosso blog.

Para tal, apresentamos lá no alto o novo cabeçalho que trás um escudo feliz com suas nova companhias, o livro aberto e seus eflúvios literários e o título do blog abraçado aos seus dois companheiros. Lá no plano de fundo, uma misteriosa e intricada manifestação de cores roxa e preto. Talvez refira-se aos mistérios da literatura, inerente a sua própria condição de arte.

Sabemos que o azul celeste é a cor da academia. Ela não foi esquecida, aparece discretamente no brasão. E espero em breve aumentar a sua participação se eu conseguir configurar o plano de fundo das postagens (diferente do plano de fundo do blog).

Vejam agora as imagens usadas na construção do novo visual e o site de onde elas foram tiradas:

A imagem do fundo:

O livro e seus eflúvios literários:
Mais imagens, icons, wallpepers free você pode usar o link na aba LINKS aqui do blog.



domingo, 13 de outubro de 2013

ENTREVISTA COM O GEÓGRAFO E ESCRITOR HENRIQUE NATIVIDADE


O blog Arte, Cultura e Atualidades entrevistou o geógrafo e escritor Henrique Natividade, membro da Academia Peruibense de Letras (APLetras), que em fins de setembro lançou a obra “Peruíbe Documental – Resgatando histórias”.
O livro traz importantes informações e fatos colhidos em obras históricas, documentos e, principalmente, periódicos diversos. Na entrevista, Natividade discorre sobre a construção do livro, a realidade das fontes de pesquisas ( inclusive o precário papel dos Poderes Públicos), as informações divulgadas nem sempre com rigor histórico etc.
Leia a íntegra, vale a pena!!! http://arteculturaeatualidades.com.br/?p=2111